terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Circuito Athenas 2010 - 3ª Etapa, 10 Km

Dia 29 de setembro de 2010
São Francisco com a medalha "assento de privada" e o número de peito
Terceira e última etapa do Circuito Athenas. Como é um circuito progressivo, esta última etapa foi a mais longa. Corria-se 10 Km ou 21 km (uma meia maratona). O interessante deste circuito é o percurso que fugia do habitual, mesmo sendo parte no Aterro. É que, após a largada, em frente ao MAM, seguia-se em direção a zona norte, pelo Elevado da Perimetral, retorno na altura da Av. Presidente Vargas e para quem escolheu correr os 10 Km, a chegada era no MAM. Para os corajosos que encararam a meia maratona, ainda seguia por todo o Aterro em direção ao Mourisco em Botafogo e retornava até o MAM.

Na antevéspera fui buscar o kit com o Toninho no Aterro, onde tinha toda a estrutura para a corrida já montada e essa corrida que foi a mais cara até agora, vinha com uma mochila de treino, além de uma camiseta do kit, que foi vermelha, nesta etapa. Vinham uns Polenguinhos também.
Concentração antes da largada
 No dia da corrida seguimos direto para o Aterro do flamengo, na altura do monumento dos mortos e do MAM, onde foi a largada. Das corridas até agora, acho que foi a que teve o clima mais agradável até então. Estava nublado, sem chuva e sem calor. Não estava frio, mas uma temperatura agradável.

No início, após a largada, mantive um cadenciamento lento, pois sabia que perto do primeiro quilômetro teria a subida da Perimetral, que não teve tanto problema assim. Deve ter uns 100 metros de subida em curva para a esquerda e durante todo o percurso, o Toninho estava por perto e eu não sabia. E a Perimetral é um sobe e desce, mas sem grandes variações. 

Início de corrida, sobre o Elevado da Perimetral
É um lugar que venta pouco e se estivesse um calor como costuma fazer no Rio de Janeiro, ia ser uma corrida desagradável. O problema é que estava em fase final de um resfriado, o que fazia com que meu nariz produzisse litros de ranho, que por vezes tinha uma consistência mais gelatinosa e uma cor esverdeada. Nada que prejudicasse a capacidade respiratória, mas certamente enfraqueceu um pouco o corpo. 
No último quilômetro

Quase chegando






















Lá pelo oitavo quilômetro já sentia um pouco de cansaço e desânimo e o Toninho, que tinha me passado, ficava tentando me animar e tentou me puxar, mas em vão. Na descida da Perimetral, em frente ao III Comar vi que fui solenemente ultrapassado por um cachorro! Um cara baixinho, troncudo, careca e meio velho me ultrapassou com um cão na guia amarrada na cintura do cara. E o cão não parecia nem um pouco cansado, e tive a impressão de que ele ainda foi abanando o rabo. Mas pra quem já foi ultrapassado por um bebê recém nascido na primeira corrida depois de adulto, nem fiquei tão humilhado assim (post antigo).

Dalí, depois da descida, passei em frente ao aeroporto Santos Dumont e ainda teve um pequeno retorno para cruzar o pórtico de chegada. 


Aí, isotônicos, frutas, entrega de chip e pegar a medalha, que, igualmente a segunda etapa, parece um assento de privada, só que menor. Como era a última etapa, após a baia de chegada, tinha uma tenda da organização distribuindo as camisetas de finisher, apenas para os que completaram as três etapas. Como eu cheguei e logo fui buscar a camiseta, consegui um do meu tamanho, mas o Toninho que fez os 21 Km e depois quando chegou ainda ficou enrolando na tenda do Chão, não conseguiu pegar uma camiseta do tamanho dele. Acho que só tinha baby look!
Camiseta de finisher e a tríplice medalha
 O legal dessa corrida é que o Cláudio, que não correu, além de fotografar a gente, ainda filmou a largada e a chegada! Serviu para alguma coisa, esse inútil!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Fila Night Run - 5 Km (2ª etapa)

Dia 28/08/2010
O meu São Francisco com meu número de peito e a medalha!
 Eu jurava que nunca iria correr uma corrida que fosse metade na areia e metade no asfalto, simplesmente por princípio. Tanto que a primeira etapa da Fila Night Run eu não corri. Mas estava animado com todas as corridas até então e na última hora resolvi me inscrever para esta corrida.

Era uma corrida diferente, não só porque é à noite, mas em outro lugar que não o Aterro ou a orla da zona sul e pelo fato de correr uma parte na areia da praia da Barra da Tijuca. E resolvi encarar esta corrida por curiosidade e oportunidade. Oportunidade porque a Raphaela iria estar em Recife com a Duda e, como eu não daria conta de ficar sozinho com os gêmeos, com quase 11 meses de idade, "fez o favor" de me deixar com babá para ajudar a cuidar deles.

Como disse acima, fiz a inscrição meio que em cima da hora e, como nunca tinha corrido na areia, me inscrevi para os 5 Km. E no final das contas, fomos apenas eu e o Toninho, uma vez que o outro do Chão do Aterro, o Cláudio, já estava com alguma parte do corpo dele, normalmente analisado por proctologistas, danificada e ele não estava mais correndo, muito menos na areia. Ele nega.

No dia de buscar o kit, ou seja, eu me lembrei quando faltavam apenas algumas horas, no próprio dia da corrida e tinha que ir ao Rio Sul para buscar. E eu achava que podia pegar o kit até umas 18h e não era. Era até as 15h e como eu não tinha lido direito o email com as instruções de retirada do kit, saí desembestado da clínica e já era 14:50. Com um pouco de sorte de sempre, o Toninho já tinha chegado lá e conseguiu com sua lábia convencer a moça que entrega os kits para ele, mas infelizmente não consegui personalizar a camiseta de manga longa, que parece um pijamão. Ainda paguei R$15,00 em uma dessas lanternas de LED que se coloca na testa através de uma banda elástica. Claro que não usei isso na corrida, mas muito útil para ler livros a noite sem ter que acender o abajur da cabeceira e ouvir reclamações da cônjuge mal dormida e mal humorada.

À noite, seguimos para a Barra da Tijuca para o local da corrida. Era um dia meio frio, principalmente na orla, onde ventava bastante e um vento desagradavelmente gélido. Como não sabia as condições de trânsito local, saímos muito cedo e chegamos ao local idem. Ou seja, esperamos um tempão para a largada. Ficamos zanzando pela orla e passamos por um daqueles troços que geram energia elétrica com a queima de diesel e, apesar do barulho, saia um vento quente agradável. Mas aí, lembrei que o negócio queimava diesel e o gás que deveria sair dali não deveria ser muito saudável e preferi encarar o frio mesmo. Ficamos um tempo fazendo hora na tenda da O2, que eu tinha direito de acesso por ser assinante da tal revista.

Hora da largada, o pórtico de largada se localizava na areia fofa, com sentido zona sul. Ou seja, o mar ficava do lado direito. Dada a largada, comecei a correr na areia fofa até certo ponto, onde já dava para correr na areia próxima ao mar, onde se torna mais lisa e dura. A falta de experiência neste tipo de corrida faz com que você não se ligue que as ondas vão e vem. E normalmente quando você tem alguém do seu lado correndo na mesma velocidade e te impede de fugir da água, o mar invade sua “pista de corrida” e encharca seu tênis e meia, tornando o meu humor mais desagradável. Ou seja, na primeira onda que veio para cima de mim, não consegui fugir e me fez correr desde a primeira centena de metros da corrida com o tênis cheio de água salgada e areia.

Eu acho que do pórtico de largada até o início do asfalto deveria ter cerca de 1 Km. E é um alívio poder pisar em chão firme, uniforme (ok, as calçadas e ruas do Rio de Janeiro jamais poderão ser chamados de uniformes, mas mais uniformes do que na areia) e correr quase normalmente, uma vez que não é normal correr com o tênis molhado e cheio de areia.

Eu sempre corro ouvindo música no meu iPod Nano e nesse dia estava correndo com a camisa verde fosforescente (ou verde limão, ou marca texto) do Palmeiras e, mesmo com os fones nos ouvidos, consegui ouvir algumas pessoas assistindo a corrida gritarem: “- Vaaaaai, ô, Valdíviaaaaaaa!” e me fazia rir sozinho. Mais ainda que não foi apenas uma pessoa, mas várias pessoas ao longo do trajeto no asfalto.

Lá pelas tantas, correndo, pelos meus cálculos, como já tinha corrido 1 Km na areia após a largada e já tinha corrido pelo menos uns 3 Km no total, achei que o retorno novamente para areia estivesse próximo e vi chegando a placa de 4 Km! Aí, eu pensei, putz, ferrou! Perdi a entrada para os 5 Km e vou acabar tendo que encarar os 10 Km. E quando cheguei num posto de hidratação, perguntei ao carinha e ele me respondeu que a entrada era logo à frente. E realmente era. Novamente, desci para a areia que era muito fofa, o que fazia com que entrasse uma grande quantidade de areia no meu tênis e causava desconforto, fora que toda hora eu torcia o pé tentando correr me equilibrando na areia fofa, até conseguir chegar perto da água, onde tinha o risco de molhar, mas pelo menos era liso e firme. E foram mais alguns “caixotes” de água marinha no meu tênis, até que tinha mais umas centenas de metros na areia fofa, quando ia afunilando até a chegada.
O pórtico de chegada
O Toninho, claro, fez os 10 Km. Eu, já de saco cheio daquela corrida, fiquei pelos 5 Km mesmo e pelo menos cruzar o pórtico de chegada já me deixou mais feliz. Segundo a direção da prova, fiz o percurso em 35m43s. Ou seja, se tivesse tentado correr os 10 km, iria facilmente passar de uma hora correndo.
A camisa verde limão do Palmeiras
Voltei para o estande da O2 para esperar o Toninho saboreando uma maçã e isotônicos. E depois que ele chegou, ainda ficamos um tempo descansando e tirando fotos do local. Nessa prova não tinha a tenda do Chão do Aterro. Alguns dias após, conversando com a corredora Viviane, a dona do Astolfo, fui informado que pelo relógio monitor cardíaco e GPS dela, a distância total para quem correu os 5 Km, não foi de 5 Km, mas de 5 Km e 400 m! Ou seja, os meus cálculos de distância não estavam totalmente errados.
Os de sempre nas corridas
De volta para a zona sul, a fome resolveu dar o ar de sua graça de forma fulminante e paramos na esquina da rua onde moro pra comer... Picanha! Mas o universo não estava conspirando a meu favor e o garçom me informa que tem picanha, tem arroz, mas não tem nem farofa, muito menos de ovo e o preço seria o mesmo. No máximo, ele colocaria mais batatas fritas para compensar. Por mim, teria ido para outro lugar, mas o velho do Toninho não queria sair dali de barriga vazia e comemos picanha com arroz e muita batata frita. Saudável? Acho que não. Mas satisfatório!
Camisa seca e sem areia

A cronometragem oficial da prova

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Circuito das Estações Adidas - Inverno 2010, 10 Km

Dia 25 de julho de 2010
São Francisco de Assis com meu número de peito, medalha e toalha
A corrida mais esperada por mim. Adidas inverno. Após a frustração de ainda não ter corrido os 10 Km em corridas de rua (vide post anterior), finalmente estaria debutando numa distância substancialmente maior.


Diferente da corrida anterior (outono), a retirada do kit foi na própria loja da Adidas no Barra Shopping. Mais longe, mas nada de mais. Aproveitei para dar uma passada numa loja da Apple e ficar babando nas coisas que sempre tive vontade de ter, mas falta grana. 


E sendo a prova de inverno, o esperado era que fosse um dia frio, agradável, com uma brisa adequada para uma boa corrida sem grandes desgastes devido ao calor. Só que no dia da corrida, ao acordar, o que vi pela janela de casa foi um dia ensolarado, praticamente sem nuvens.


Fui de carro até a casa do Toninho como sempre, deixei o carro lá, esperei a boneca se arrumar e fomos de táxi para o Aterro. Por ser uma corrida de nome, era esperado que houvesse uma grande quantidade de pessoas, desde atletas verdadeiros, que competem pelos primeiros lugares até os corredores de fim de semana, gente que vai pra atrapalhar os outros, gente que se diverte, enfim, um povo eclético e que tem apenas o objetivo de chegar. Nesta corrida, além dos de sempre, ou seja, eu, Toninho e Cláudio (que ganhou a inscrição, mas não correu pois seu joelho está bichado e pôs a esposa para correr no lugar dele), ainda tinha inscrito a Paulinha Figueiredo e o Luiz da academia. A Paula se inscreveu para os 5 Km e o Luiz para os 10 Km.


Depois de encontrar o Cláudio na tenda do Chão do Aterro, onde ele ficou só mesmo para fazer social, fui dar a última "desabastecida" num daqueles claustrofóbicos e mal cheirosos banheiros químicos. Tomei um sachê de gel de maltodextrina e fui alongar e aquecer. Ao chegar no lugar da largada, vimos o tamanho da popularidade da corrida. Uma massa humana que se estendia desde o pórtico de largada em frente ao Monumento do Pracinhas por toda aquela subdivisão de pelotões (Quênia, azul, verde, amarelo, branco, sei lá). E dada a largada, esse bloco ia lentamente se encaminhando pelo pórtico e ainda conseguia ver que mesmo passando pelo pórtico, as pessoas não tinham a menor condição de correr, tamanha quantidade de gente. Lógico que o pelotão de elite já tinha arrancado e os outros mortais é que entupiam a largada. Resolvi que não ia sair enquanto não tivesse condições de passar pelo pórtico correndo. Enquanto isso não acontecia, fiquei lá alongando, dando pequenos piques para aquecer, o que não precisava tanto, pois mesmo sendo o auge do inverno, estava um dia de sol e quente.


Finalmente, após cerca de 15 minutos, ouvi o narrador da corrida dar a notícia de que o primeiro lugar dos que fizeram os 5 Km estava chegando! E eu nem tinha largado ainda. Quando realmente vi que dava para largar e correr, já tinham se passado cerca de 18 minutos da largada! E pelos 2 Km seguintes foi de correr desviando de pessoas beeeem mais lentas do que eu. E olha que, como diz o nome do blog, estou longe de ser rápido ou veloz. Ainda antes de completar o segundo quilômetro, tinham uns carinhas "vestidos" de uma marca de carro que patrocina a corrida. Uns carrinhos feios. E lá iam pelo meio da pista, onde todos correm, fazendo gracinhas com essas fantasias de carro. Um deles rodopiava como se estivesse dançando um balé, fingindo que estava dando um cavalo de pau. E numa dessas, um deles entra na minha frente. Nem me preocupei. Apenas coloquei meu braço na frente, com o cotovelo me protegendo e trombei com o desgraçado. A fantasia de carro de isopor e papelão do cara se partiu em pedaços e eu segui sem nem olhar pra trás. E como sempre corro com fones de ouvido ligados ao meu iPod Nano de 8 Gb, nem ouvi o palavreado que ele deve ter soltado após o choque. Azar. Da próxima vez, tenha bom senso e saia da frente dos corredores.


Passando a bifurcação para quem vai correr apenas os 5 Km, e desta vez eu resisti a tentação de ficar por lá mesmo, segui em direção à praia de Botafogo, quando a pista ficou mais espaçosa, afinal, a grande maioria ficou pelos 5 Km mesmo. Um misto de orgulho e felicidade tomava conta de mim, por ter persistido a completar os 10 Km. Tinha passado pelo segundo posto de hidratação, na altura do Morro da Viúva e como achei que podia começar a sentir sede, antes que sentisse resolvi pegar um copo de água, dei dois goles e descartei o resto, sem essa de jogar água na cabeça pra refrescar. A essa altura, o Toninho já tinha me passado há muito tempo. E quando estava pelo quarto quilômetro, já no meio da Praia de Botafogo, um cara passa por mim, grita alguma coisa do tipo "Palmeiraaaaaaas" e vai embora. Isto é, eu achava que ele tinha gritado "Palmeiraaaaaaas", mas naquela altura, o calor já tava mais intenso e o cara podia ter gritado qualquer coisa. Ainda pensei: - Putz, além do Labela, ainda tem outro Palmeirense que corre mais do que eu...
Correndo sob sol
Eis que, ao chegar próximo ao Mourisco, onde era feito o retorno, completando assim a metade da prova, vejo o mesmo cara começar a perder velocidade e eu o ultrapassei meio incrédulo, pois ele tinha me passado facilmente. E, depois de algumas centenas de metros, eu estava ultrapassando o cara facilmente. Fiz o retorno e ainda pude acenar para o cara ainda indo em direção ao retorno. Depois não o vi mais. Depois, no dia seguinte, realmente era um membro novo do Palmeiras - RJ, o Breno, que tinha passado por mim e depois tinha ficado para trás. Esse maluco ainda correu a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro algumas semanas depois e desde então ele não consegue mais nem andar direito.


Na volta, o sol estava de frente e ao passar pelo posto de hidratação em frente ao Morro da Viúva, como tinha umas poças de água no chão, o sol refletia direto nos meus olhos, criando uma claridade insuportável. E por vários metros corri praticamente de olhos fechados. Fazia o seguinte, olhava para frente, calculava mais ou menos uma certa distância sem ninguém a minha frente e corria de olhos fechados torcendo que ninguém entrasse na minha frente com risco de uma trombada que ia ser muito engraçada. 


Nosso carinho com o "muy" amigo Cláudio
Corri num ritmo um pouco menor, pois o cansaço já começava a tomar conta até o nono quilômetro, já na praia do flamengo. E quase no final, ao passar pela tenda do Chão do Aterro, crente que o "muy" amigo Cláudio ia estar de prontidão militar para filmar ou tirar fotos da minha chegada e provavelmente teria feito isso para a chegada do Toninho mais a frente, vejo o cara de costas pra pista conversando animadamente com alguém do Chão do Aterro... Isso que ele é nosso amigo há pelo menos 3 décadas! Ainda vi a Paulinha em pé na grade esperando o Luiz. Se não me engano ela correu os 5 Km em trinta e poucos minutos. Um bom tempo. O Luiz fez os 10 Km em 59 minutos, por aí.


Faltavam uns 200 metros e aí, aparece aquela força do nada que faz com que a gente corra mais nos momentos finais. Lembro que tinha começado a ver o cronômetro oficial e para minha frustração inicial, vi que ele marcava algo em torno de 1h22min, o que significaria que eu faria um tempo de mais de uma hora de corrida! Mas isso foi culpa da minha miopia e do cansaço, pois faltando uns 100 metros vi que o cronômetro marcava 1h12min, quase 13. E cruzei o pórtico de chegada! Tempo líquido de 55min33seg. Um pouco abaixo do tempo que costumo fazer em esteira.


Desamarra o tênis, retira o chip, entrega o chip, pega a medalha de participação e a toalha, uma maçã e isotônico e fui pro estande da O2 pegar mais uns sanduichinhos, beber um suco de alguma coisa amarela (igual de bandejão que a gente nunca sabe do que é. Quando perguntam, a gente responde que é suco de amarelo), uns iogurtes light e fui em direção a nossa base. No meio do caminho, encontro o professor Rafael Baquil, da Fórmula da Água, na tenda de outra academia que ele também dá aula. Ficamos conversando um pouco, ele roubou um pote de salada de frutas para mim e soube que o tempo dele tinha sido pior que o meu. Pra quem tem as pernas curtas como o dele tava tudo certo! Ahahaha.
Os dois que correram, já que o Cláudio tá bichado
No estande do Chão do Aterro, o Cláudio estava sendo esculachado pelo Toninho que não se conformava dele não ter registrado a nossa chegada. E lá estava junto o filho do Cláudio, o Mattheus e sua mãe, Cristiane, que tinha corrido com o kit do Cláudio. O mais inacreditável é que ela, mesmo visivelmente fora de forma, andando em diversos momentos, ainda fez um tempo melhor do que o Cláudio correndo! Isso me faz pensar que o nome do blog se deve a ele.


E como de praxe, fomos para o Tacacá do Norte recuperar as calorias perdidas na corrida.
O Cláudio tentando tirar foto através do espelho...





domingo, 24 de outubro de 2010

Maratona do Rio, Family Run - 2010, 6 Km

Dia 18 de julho de 2010
São Francisco de Assis, benzendo a minha medalha e número de peito
Há dois anos estou correndo a Family Run da Maratona do Rio e este ano não poderia ser diferente. Como eu nunca corri uma maratona ou meia maratona, fiquei pela ralé mesmo, com a Family Run com seus seis quilômetros. Inscrição feita, na antevéspera fui buscar o kit da corrida no lugar determinado pela organização do evento. Junto com os estandes de retirada do kit, ainda tinha uma espécie de feira de produtos de academia e afins. O local foi o Centro de Convenções da SulAmérica, na Cidade Nova. Infelizmente, não tinha como enviar ninguém lá para pegar meu kit, como foi feito nos anos anteriores. E tive que pegar metrô por mais de três estações, muito mais de três estações, incluindo as estações mais cheias como Carioca, Cinelândia, Central. Nunca achei que fosse sentir pânico dentro do metrô, mas pegar metrô numa sexta-feira, mesmo não sendo horário de rush, foi uma experiência desagradável. Mas consegui desembarcar na estação Estácio e seguir pro Centro de Convenções.


Como eram três categorias diferentes, era possível ver gente carregando as sacolinhas de diversas cores (azul, para Family Run; verde, para a Meia Maratona; e laranja, para a Maratona). Ao ser "atendido" por uma idiotinha com muita má vontade, ela me entregou a sacolinha com o kit que consistia em uma camiseta azul com o logo da Maratona do Rio - Family Run, o número de peito e depois o chip, que, diferente dos outros eventos de corrida, era entregue junto com o kit e lá mesmo era validado. Só que, ao ver o tamanho da camisa, que tinha pedido grande (G), veio média (M). Voltei e pedi a idiotinha para trocar para tamanho G. Com uma má vontade que podia ser palpado de tão denso que era, voltou com outra camisa, desta vez com o G na etiqueta. Só que eu não sabia que ela tinha me dado um G provavelmente para baby look... Ou seja, não conseguia sequer vesti-la. O problema é que este erro só percebi na segunda-feira após a corrida, ou seja, nada a fazer para corrigir. Ainda cheguei a mandar uma mensagem para a organização através do site oficial, mas nunca obtive resposta. Uma falta de respeito com quem paga para ter produtos condizentes.
Smigol, do Sportv e do falecido programa Pisando na Bola
Sim, na tal feira, vi aquele careca esquisito que apresentava um programa no Sportv chamado "Pisando na Bola", o Smigol. Era um programa divertido, mas aparentemente acabou. Pude ver o cara pessoalmente, embora parecesse um tanto quanto sem paciência durante a sua gravação. Será que era o ambiente? Não sei. Fui bem tratado em diversos estandes, com explicações dos produtos de forma bem didática.


No dia da corrida, diferente das outras, apesar de ter deixado o carro na casa do Toninho, não seguimos juntos para o Aterro, pois ele participou da meia maratona, e a largada era na Barra, mais precisamente na Praia do Pepê. Na verdade, o Cláudio já com o joelho podre, apenas acompanhou o Toninho de bicicleta a partir de um determinado trecho do percurso, se não me engano, do Leblon. Eu segui para o Aterro e a largada da Family Run foi próximo a entrada do Porcão Rio´s. Fiquei meio que rondando a tenda do Chão do Aterro que estava vazia, só o negão de sempre que estava lá ajeitando as coisas para os atletas.


Na largada o monte de gente de sempre, os sem noção de sempre. Não corri forçando o ritmo, apenas correndo bem, sem sobrecarregar nada em mim. Tanto que o meu tempo líquido foi de 32 min e 36 seg. Mais de 2 minutos em relação a minha primeira Family Run...
Correndo. Pouco, mas correndo
Então, cheguei, entreguei o chip, peguei a medalha de participação, frutas, isotônico, um monte de panfletos de outros eventos, de sites de fotografia de corridas entre outros. Neste evento, como não tinha o Toninho para guardar as tralhas na tenda do Chão do Aterro, tive que deixar no guarda volumes do evento. E fui para o Chão do Aterro. Além do Toninho que chegou cerca de uma hora depois, junto com o Cláudio de batedor de bicicleta, depois de muito tempo, mas muito tempo mesmo, o Paulão, do Palmeiras - RJ. O cara levou mais tempo que talvez o último colocado da maratona. E olha que o cara correu a meia.
Paulão, o cara que veio recolhendo os cones pela orla, do Palmeiras - RJ
Como no ano anterior, tinha um monte de sãopaulinos (ou bambis) correndo nas três categorias e, como a tenda do Chão era próximo a grade que separa a pista, de lá ficávamos zoando as bibas que estavam chegando da meia e da maratona. A cada membro do time do Jardim Leonor que passava na nossa frente, a gente gritava "bambi", "ô, bicharada", "corre, biba", e eventualmente algum mais mal educado levantava o dedo médio pra gente. O que fazia que caíssemos na gargalhada, deixando o bambi mais bravo. Imagina, o cara larga lá da Barra ou Recreio, corre 21 ou 42 Km pra ser recebido com zoações de Palmeirenses! Os caras deviam ficar muito apoquentados!
Cláudio com capacete ridículo, Toninho quase morto e eu inteirão!
Ainda fomos para uma fila monstro para tirar uma foto no totem do Powerade. Uma cena inusitada. Tinha uma menina gordinha sentada no meio fio próximo a gente com uma cara meio de que não estava lá muito bem. Ela resolveu se levantar e... catapimba! Desabou no chão igual uma jaca. Rapidamente vieram uns paramédicos que a levaram para dentro de uma ambulância! Quedas sempre são engraçadas e eu sempre rio, independente de quem tenha se estabacado. Mas essa menina realmente não estava com a cara boa e espero que tenha ficado bem. E eu não ri. Juro. O estranho é que foi uma coisa meio tardia, pois se não me engano ela estava com a camisa da Family Run, que já tinha terminado há pelo menos 2 horas!


E partimos todos para o sempre Tacacá do Norte comer açaí e no meu caso, comer um prato de casquinha de siri. O Cláudio resolveu "incrementar" seu açaí recortando duas bananas em rodelas. Uma cena tosca, completamente dispensável.
Casquinha de siri
Açaí com tapioca

O açaí favelado do Cláudio...


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Circuito Athenas 2010 - 2ª Etapa, 5 milhas

Dia 27 de junho de 2010
Sempre o meu protetor São Francisco
Esta é a segunda etapa do Circuito Athenas, com distâncias de cinco ou 10 milhas. Sim, milhas. Ou seja, algo equivalente a oito e 16 quilômetros de distância para se percorrer. Como eu tinha feito cinco quilômetros na primeira etapa, não estava muito animado para correr mais do que os pouco mais de oito quilômetros. Assim sendo, a inscrição foi feita dessa forma. E fui, como da outra vez, pegar o kit, que desta vez, ao invés de ter a toalha no final da corrida, tinha um boné azul marinho com o logotipo da corrida em silkscreen branco, muito feio e vagabundo. A camiseta, que era verde na primeira etapa, foi escolhida a cor azul claro com alguns dizeres na parte das costas. A da primeira etapa, verde, vinha com os seguintes dizeres: "A primeira e melhor vitória é conquistar a si mesmo", num aforismo creditado ao Platão. E nesta etapa, na camiseta azul, está escrito: "A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido. Não na vitória propriamente dita", por Mahatma Gandhi. Aforismo este que concordo em parte. Competir é sim importante, a luta, a tentativa, mas a vitória sempre estará acima. Quando se ganha, claro.


Digo isto tudo porque o Labela resolveu travar uma competição interna neste circuito de corrida. Como ele tinha chegado na minha frente na etapa anterior, ele achou que teria que ganhar sempre todas. Até aí, tudo bem. Também sou competitivo. E este pensamento de Gandhi será explicado mais no final deste texto.


No dia da corrida, a rotina de sempre. Acordar, tomar desjejum específico para dias de corrida, ou seja, pães de forma integral e com grãos, com cream cheese, suco de laranja e iogurte de morango. Rumo a casa do Toninho, que o Cláudio carinhosamente chama de comunidade, visto a quantidade de gente que lá mora, entre os próprios familiares, mais uns agregados impostos a ele para ocupar um espaço limitado. Desta vez tinha uma diferença. Não era apenas eu e o Toninho que iríamos participar desta corrida. O Djudju (me disseram que o nome dele é Antônio também, mas não acredito) que é filho caçula do Toninho iria participar desta corrida junto com uma amiga dele que mora no mesmo prédio, a Clara. Ou seja, uma grande parcela da população do Rio de Janeiro, ou mora na casa do Toninho, ou mora no prédio dele, ou já morou naquele lugar! Isso segundo a Raphaela. Mas eles não iriam correr, apenas caminhar por cinco milhas. Pois é, caminhar por cinco milhas. Oito quilômetros andando... Enfim, cada um se diverte da forma que quer.


Chegando no Aterro, em frente ao Monumento dos Pracinhas e do Museu de Arte Moderna (MAM), rumamos para a barraca do Chão do Aterro onde sempre ficamos baseados. BASE, usamos como BASE e não tem nada a ver com baseado que está pensando. Um lugar para guardar nossas tralhas de corrida e espaço para comer umas frutas e se concentrar para a corrida.


Dada a largada, eu passei pelo pórtico já com alguns poucos minutos corridos no cronômetro oficial e segui pelo Aterro em direção a Botafogo seguindo o circuito desenhado pela produção. Lembro que antes da largada, naquela última chance que a gente tem de ir ao banheiro, daqueles químicos, acabei me perdendo tanto do Toninho e do Cláudio quanto do Labela, que tinha ido com o pai. Durante o percurso, não imaginava que ele ficou o tempo todo atrás de mim, me seguindo a uma certa distância e eu correndo normalmente. Quer dizer, normalmente se as marcações de distância da prova fossem coerentes e diferenciados de acordo com a distância escolhida pelo atleta. E próximo ao Morro da Viúva, que equivalia ao quarto quilômetro, teve o retorno para quem tinha escolhido os oito quilômetros. 


Correndo bem
Mas logo após, tinha uma placa de quatro milhas, o que me confundiu bastante. Correndo num pace forte para mim, quando vi a placa resolvi acelerar achando que faltava apenas mais uma milha para a chegada. Mas essa placa era para quem ia correr as 10 milhas! Até que passei por outra placa de três milhas de distância que era o que valia para mim. E desacelerei, voltando ao meu ritmo normal. Segundo o Labela, ele achou que eu tivesse visto ele e por isso tinha acelerado e ele não tinha conseguido me acompanhar. Como eu diminui bastante o ritmo para recuperar meu fôlego, ele novamente me alcançou mas sem passar. E, ainda passei por outras placas que não fizeram mais sentido para mim e segui sem prestar mais atenção pra elas.


O trajeto continuava até passar por onde tinha sido o pórtico de largada onde novamente eu comecei a acelerar achando que estava chegando de novo. Novo engano. Ainda tinha que passar pelo Monumento dos Pracinhas e na altura do MAM tinha outro retorno para enfim atingir o pórtico de chegada. Nesta última reta comecei novamente a acelerar, mas com o meu objetivo subjetivo de ultrapassar as pessoas que se encontravam na minha frente, em específico um casal que também acelerava no final. E eu passei por eles sem grandes esforços. Eis que pela minha esquerda, o Labela passa e realmente nem tinha visto, apenas acelerava. Passamos pelo pórtico juntos, até nos segundos. Então ele começou a gritar dizendo que ele novamente tinha me vencido. Como eu não uso cronômetro nem tinha muita idéia de quanto tempo eu tinha levado para completar a prova, achei realmente que ele tivesse ganhado novamente. O que ele não sabia é que ele tinha largado ANTES de mim, ou seja, ele passou pelo pórtico mais de um minuto antes de mim e, em algum momento no início da prova, eu passei por ele sem ele ter me visto. E como cruzamos o pórtico de chegada juntos, o meu tempo foi melhor do que o dele. Como mau perdedor, ele pediu uma explicação para a empresa de cronometragem para que o fato fosse confirmado. Enfim, cada um com seu cada um. E fiz a prova em 44 min e 37 seg, enquanto que ele fez em 45 min e 15 seg. Um bom tempo para ambos. 
Correndo forte


Seguimos para o Chão do Aterro e ficamos esperando a chegada do Toninho e o Cláudio mais algum tempo depois. E muito tempo, mas muito tempo mesmo, chegam os andadores Djudju e sua amiga Clara. Levaram tanto tempo que quase que o pórtico de chegada estava sendo desativado. Mas conseguiram pelo menos pegar a medalha de participação. Na verdade, eles não, ele. Ela nem tava inscrita, apenas o Djudju que tinha ganhado a inscrição.
Clara, Djudjo, Tunico, eu e o Cláudio, o inspirador da Lesma Lerda
E o retorno em direção ao Tacacá do Norte foi mais animada com mais duas crianças para a gente zoar. E no Tacacá do Norte, onde tem o melhor açaí do Rio, nos empanturramos para repor as energias e calorias perdidas na corrida.


Cláudio, eu, Toninho, o filho Djudjo e a Clara
Foi um "Chupa, Labela", mas o Cláudio também gostou da idéia
 Voltando ao aforismo de Gandhi, discordei pois ganhar é sempre muito bom! Ainda mais desta forma! Foi o dia do "Chupa, Marcello Labela"! Chupa que é de uva, senta que é de menta! Seja lá o que isso signifique. O que importa é que ele cantou vitória antes da hora.
Meus grandes "chifres"
Tacacá do Norte

sábado, 2 de outubro de 2010

Brasken Eco Run, 5 Km

Dia 2 de abril de 2010
São Francisco com meu número de peito 2910 e a medalha de participação
Uma corrida que resolvi correr na última hora. Tava empolgado com as corridas anteriores e recebi um email de propaganda sobre a corrida e decidi correr. E, com a inscrição, fiz junto a assinatura da Revista 02. Revista que recomendo pra quem está começando a se empolgar com corridas. Apresenta matérias sobre melhoria em desempenho, resistência e outras coisas relacionadas a corrida. E ainda, para quem é assinante, tem descontos nas corridas promovidas pela revista, além de um espaço O2 nas corridas onde a gente pode comer frutas e sanduíches, beber sucos e sentar naqueles pufes para descansar depois da prova. E também personalizar as camisetas com seu nome. Para as camisetas de finisher, ainda dá pra colocar o tempo da sua corrida.
Camiseta customizada com meu nome
A retirada do kit foi no Shopping Leblon na véspera da corrida. Retirado o kit, era hora de levar para customizar a camiseta com meu nome. Na minha opinião, foi a camiseta mais legal que ganhei em corridas. Uso ela direto para treinos. Um lanche rápido no Bibi Sucos e de volta pra casa.


No dia da corrida, faço uma coisa que nunca faço aos domingos, que é acordar cedo. Tomo um café da manhã leve, mas energético, a base de pão de forma (Plus Vita - Multigrãos Light) com cream cheese (umas três ou quatro fatias), um suco de laranja, um copo de iogurte light e maltodextrina. E lá vou eu para a casa do Toninho onde deixo o carro para a gente ir a pé até o Aterro do flamengo (desculpe, mas nunca vou conseguir escrever esse nome em maiúsculo. Dá azar) para pegar o chip de cronometragem e ficar um tempo na barraca do Chão do Aterro. Sempre lá.


Aquecimento, alongamento e a gente se encaminha para a largada. Tem aquele curral onde as pessoas se afunilam para a largada, que, teoricamente, além do pelotão da frente que são compostos por atletas de elite, atletas reais que muitos são profissionais nisso, tem umas subdivisões para evitar que gente lerda se misture ou pior, atrapalhe pessoas que têm um ritmo melhor. Mas isso fica na teoria. O que mais se vê são pessoas sem o menor senso de nada. Comum ver lá na frente aquela senhorinha de 87 anos que corre a 3 Km/h querendo ficar na frente de gente que corre a 12, 15 Km/h. Aí, essas pessoas mais lentas acabam atrapalhando quem vem mais rápido pois engarrafam a pista. Fora aqueles mal educados mesmo, que andam várias pessoas amigas juntas, em linha, conversando, correndo devagar ou até mesmo andando! Ainda tem os "pipocas" que são pessoas que não querem pagar a inscrição, mas querem correr junto com os pagantes, atrapalhando. Até tem uns que correm perto do meio fio, sem ficar na frente de ninguém, mas são raros. Ou aquela pessoa que atravessa a pista toda para parar para pegar água nos postos de hidratação! E ainda pega dois copos, sendo um para oferecer para o amigo que tá vindo lá atrás. Ele estica o braço na frente de algum atleta que não irá precisar de hidratação e entrega para o amigo! Vou te falar... Nem acho que essas pessoas fazem isso por maldade. Mas é aquilo, bom senso você nasce com isso. Não dá pra aprender. Mas tem como se tocar, né?


Como eu tinha me programado para correr os cinco quilômetros, eu larguei já num ritmo um pouco mais forte do que o normal, treinado em esteira por algumas vezes. Consegui manter um bom ritmo durante toda a prova. Entenda-se "bom ritmo" como bom para mim, o que não significa lá grandes coisas. O tempo estava bom, pouco ensolarado, não muito quente. Agradável, eu diria. E, ao passar pela bifurcação de quem vai continuar para os 10 Km, novamente pensei em seguir, mas desisti logo após esse pensamento. "Para não causar a fadiiiga", diria o Jerominho, do programa Chaves. E completei os cinco em 27 min e 01 seg. Ou seja, uma velocidade média de 11,1 Km/ ou pace de 5,24 min/Km. Não é nada, não é nada... Não é nada mesmo! Seria alguma coisa boa se eu conseguisse completar os 10 Km com esse pace. Ou seja, terminaria com uns 54 minutos. Aí sim seria alguma coisa melhor para mim. Para mim.
Pareço até um atleta
Na chegada, aquela recuperada de fôlego dos metros finais onde eu acelero o que posso e normalmente ultrapasso uns lerdos, mais lerdos do que eu e chego bufando depois que passo pelo pórtico de chegada. Aí, dá-se uma andadinha, desamarra o cadarço para retirar o chip do tênis, pega-se umas frutas, a medalha em troca do chip, isotônico e voltar pro Chão do Aterro para esperar a chegada dos que foram para os 10 Km. Como ainda o Toninho ia levar mais uns 20 minutos para chegar, resolvi entrar na fila para pegar o tal brinde alardeado pela organização da prova. Após alguns minutos recebi o brinde: um conjunto de quatro lixeirinhas de armar coloridas, distinguindo o tipo de lixo a ser jogado de forma seletiva. Interessante. Depois de armado, coloca-se um saco desses de supermercado nele e voilá, temos uma coleta seletiva!


Depois de algum tempo, chega o Toninho num tempo provavelmente fantástico e muitos minutos depois, chega o Cláudio rolando pelo pórtico. Mas pelo menos ele fez os 10 Km. E eu não.
Os de sempre
O legal nesse dia foi que o Chão do Aterro tinha feito uma espécie de parceria com a rede Hortifruti que gentilmente cedeu sanduíches de pão com queijo e peito de peru e uns kits de salada de frutas, além de sucos diversos e água de coco. Achei fantástico. Uma idéia que deveria ser levada a diante, pela praticidade para os atletas. Eu, claro, de bicão, comi com certo receio de ser desmascarado como não-associado do Chão do Aterro. Mas comi e foi bom. E melhor, de graça!


Estando todos de barriga cheia, resolvemos voltar para pegar o kit de lixo seletivo para o Toninho e Cláudio. E já era a xepa do estande do brinde. Como os caras que lá estavam trabalhando deviam estar de saco cheio, aproveitei e falei que era pai de três, que se levasse só um kit iria sair briga. E o cara me deu mais dois kits! O problema era voltar com essa tralha toda por todo o aterro. Mas valeu a pena. Passamos pelo Tacacá do Norte, tomamos um açaí revigorante para voltar pra casa. O que eu reparei quando como açaí é que a única diferença entre quando entra e quando sai é a temperatura.


Vidro, metal, papel e plástico - Lixo seletivo
Digo que valeu a pena carregar os kits todos porque, chegando em casa, sabia que a Bárbara, prima da Eduarda e dos meninos estava no Rio e o pai dela, meu concunhado André é engenheiro e se especializou em algo relacionado com reciclagem ou manejo ecológico de lixo. Imagina se eu chego apenas com um kit? Briga entre a Duda e a Bárbara, claro. E ainda sobrou um kit que uso aqui em casa. Pelo menos eu pareço consciente com a ecologia.

domingo, 26 de setembro de 2010

Circuito Athenas 2010 - 1ª Etapa, 5 Km

28 de março de 2010
São Chiquinho com meu número de peito 3187, a medalhinha e a toalha
Este circuito, meio que inspirado no Circuito das Estações da Adidas, é realizada em três etapas, contra quatro da Adidas. A diferença é que a da Adidas tem percursos fixos, de cinco ou 10 Km. A Athenas vai aumentando gradualmente a cada etapa. Então, na primeira etapa podia-se escolher entre cinco e 10 Km, assim como o da Adidas, mas nas etapas seguintes, aumenta o percurso. A segunda etapa é de cinco ou 10 milhas, ou oito ou 16 Km. E a etapa derradeira é 10 ou 21 Km (meia maratona).


Inovando o lugar de retirada do kit, a produção montou estandes no próprio Aterro, no lugar da largada para retirar uma camiseta verde com o nome da corrida, o número de peito e revistas, além de uma sacola. A grande vantagem de ser no Aterro é que era só ir de carro, sem precisar procurar vagas, pagar estacionamento etc. Foi prático. Isso no sábado anterior.


No dia da corrida, como de praxe, chegando no Aterro do flamengo, seguimos direto para a barraca do Chão do Aterro e chegando lá, quem eu encontro? O Marcello Labela, Palmeirense, meio perdido no lugar, com suas incontáveis tatuagens.
Marbela e eu antes da corrida
Aí, o de sempre, pegar o chip, tomar gel de maltodextrina, dar uma última "desabastecida" naqueles banheiros portáteis infectos onde a melhor opção é nunca olhar o que tem dentro do sanitário. O problema é que não olhar significa tentar adivinhar pra onde vai o jato. Mas acredite, é melhor errar o jato do que contemplar o que o atleta anterior (ou os atletas anteriores) comeram e processaram (ou não) na noite anterior.


Eu me julgava bem preparado para esta prova, afinal, eram apenas cinco quilômetros. E logo na largada, comecei a imprimir um ritmo forte. Quer dizer, um ritmo forte para os meus parâmetros, que não é lá grandes coisas. E aí, até o terceiro quilômetro fui bem, mas aí, o esperado. Acabou o gás. Minhas pernas não respondiam, meu fôlego tinha acabado e minha cabeça latejava. Segundo o Labela, num dos postos de hidratação eu me debrucei naquela mesa de gelo e copos de água mineral como se estivesse num balcão de bar para conseguir respirar e recuperar meu fôlego. E fui assim, capengando. Ora dava uma corridinha, ora acabava meu gás e caminhava apenas vendo o Labela se distanciar. 
Correndo mal, mas ainda melhor do que esse cara de verde atrás de mim
Isso se devia a minha dieta nada saudável que até então consistia em comer tudo que pudesse, a hora que quisesse, de tudo um pouco. Ou melhor, de tudo muito. Além disso, ainda tinha os "aditivos" pós prandiais que ingeria sem dó nos momentos de lazer. Ou seja, após chegar em casa, jantava (e bem), me largava no sofá em frente a televisão e detonava sacos inteiros de Cheetos, Doritos, Cebolitos, Baconzitos e outros Canceritos e Oncozitos*. Junto, é claro, com algo doce, como uma barra inteira de Crunch ou Suflair. Ou Toblerone. E neste dia, cheguei a conclusão de que não é algo assim lá muito saudável. O Cláudio tinha me apelidado de CCC (ou comedor compulsivo de Cheetos). Era verdade.
Cláudio, Toninho, eu e o Labelento com as micromedalhas
Eu fiz o percurso em 27 min e 38 seg, enquanto que o Labela tinha feito um tempo quase 1 min a menos. Não é nada, não é nada... Não é porra nenhuma. O Marcello se achando por ter "ganhado" de mim, nesta corrida. 


Na chegada também o de sempre, pegar umas frutas, isotônico, uma toalha que devia ser dado em todas as corridas, por ser útil e a medalha. Aliás, era uma medalha minúscula, que parecia uma tampinha de refrigerante enferrujada. Era a primeira medalha do conjunto que seria formado pelas três etapas e era a do meio. As seguintes serão concêntricas ao redor desta primeira. O previsível foi chegar em casa e ouvir da Raphaela: - você correu pra ganhar essa medalhinha minúscula? Fazendo cara de muxoxo.
Frustrado com a má performance e vontade de ir pra casa


Fotos do evento de sempre e volta pra casa. No meu caso, com a cabeça baixa por um desempenho pavoroso. Definitivamente, o nome deste blog se encaixava perfeitamente.


Uma árvore que acho que é uma cerejeira em frente ao prédio do consulado japonês

* Brincadeira parodiando o nome sempre terminado em "itos" desses biscoitos "saudáveis" com câncer e onco (prefixo de câncer).